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19 de janeiro de 2010Por Elenito Elias da Costa
Com a evolução dos índices econômicos projetados para o crescimento das empresas e de profissionais após 2010, é possível que tenhamos um ambiente mais salutar para que possamos retornar a níveis mais aceitáveis de investimentos. O Brasil é um dos países que mais receberá investimentos por diversas razões que a mídia nos comprova, e isso resultará em ganhos jamais repetido em toda a sua história.
Profissionais devem buscar mais capacitação e qualificação para se adequar ao novo cenário econômico, assim como as empresas de qualquer porte e tamanho devem procurar contratar empresas que tenham esses profissionais, que comprovem essa nova exigência para agregar valor ao patrimônio das contratantes.
Não tenho dúvidas quanto ás mudanças que hão de acontecer, motivadas pelas necessidades de novo ambiente regulatório.
Os investimentos que acontecerão, sejam oriundos do Capital, público ou privado, estarão mais normatizados e sua transparência sendo exigida prontamente, principalmente dos contratantes que serão objeto de avaliação antes, durante e depois de concluído a obra.
As práticas dantes exercidas devem ser repensadas, as ações da gestão empresarial devidamente alicerçadas por esses profissionais devidamente atualizados resultarão em sincronia racional transparente dos demonstrativos contábeis e financeiros, cuja análise aplicada possibilitará uma visão mais realista das empresas, das ações, dos lucros, dos prejuízos estratégicos e situações especiais.
O fisco (federal, estadual e municipal), que disciplinam as obrigações tributárias, inclusive as obrigações previdenciárias e trabalhistas, estão mais ágeis e com sistemas que podem facilmente averiguar as situações de indébitos, exigindo das empresas posições mais transparentes.
O SPED – Fiscal, SPED, Contábil, Nota Fiscal Eletrônica, as projeções fiscalizatórias das SRF quanto ao lucro real, as exigências dos cartões eletrônicos (CNPJ) das empresas com base no lucro real e presumido, o sistema de aferição de informações fiscais, o nível de informações que legitimam as obrigações acessórias das empresas, as averiguações de informações oriundas de diversos setores, deixam comprovada a exposição das Pessoas Jurídicas e das Pessoas Físicas, inclusive sua movimentação patrimonial, não há dúvidas quanto á elevação da arrecadação tributária.
O sistema fiscalizatório conhece todas as probabilidades possíveis de sonegação existente assim como conhece a limitação do conhecimento dos provedores dessas informações, mesmo daqueles que não pensam em se legalizar para evitar o recolhimento de tributos, pois o seu crescimento um dia virá á tona, de qualquer modalidade ou forma e nesse momento ficarão expostos.
Os sistemas de informática também são passíveis de enganos que podem resultar em alterações substanciais das posições patrimoniais, financeiras e econômicas de quaisquer entidades, e hoje, são avaliados com maestria pelos órgãos fiscalizatórios, isso comprova o nível de conhcimento que o fisco adquiriu.
As empresas e profissionais necessitaram excepcionalmente da utilização do P E S (Planejamento Estratégico Sustentável), acreditando ainda que órgãos públicos devem fazer uso do referido demonstrativo das empresas.
Investidores que não desejam perder seu capital devem exigir o P E S dentre as demonstrações obrigatórias, quando forem avaliar suas ações, ou simplesmente alocar capital na compra de ações dessas empresas.
Qualquer tentativa de investimento ou mesmo de empréstimos ou financiamentos em qualquer empresa, fica restrito a resultados pífios, reduzidos e duvidosos, se forem analisados os demonstrativos contábeis e financeiros com a exclusão do P E S.
Com os níveis de variáveis existentes e passíveis de acontecer, sejam intrínsecas e extrínsecas, pelos acontecimentos últimos já ficou comprovada sua probabilidade, e somente o P E S, poderá lhe reduzir os RISCOS que podem afetar qualquer capital.
Qualquer tentativa de alocar CAPITAL em empresas que não desenvolva o P E S em sua gestão empresarial estará possivelmente acometida de alto RISCO, que poderá transformar o patrimônio empresarial em prejuízo inconteste.
Acreditamos que as instituições financeiras (públicas e/ou privadas), os órgãos fiscalizatórios devem estar mais antenados com essas evoluções, pois quaisque que sejam as transações empresariais que possam vivenciar poderão expor seus acionistas e o orçamento público em situações vexatórias, mesmo aquelas que já cometeram esse devaneio poderão reduzir seus resultados negativos.
Os fundos de investimentos que alocaram recursos em empresas que não excercem o P E S devem repensar citadas investimentos, pois os resultados projetados podem sofrer influência negativa de determinadas variáveis de dificil explicação aos investidores, mesmo porque todos nós sabemos da volatilidade existente.
O P E S (Planejamento Estratégico Sustentável) está dividido em seis variáveis capitais que notabilizam e interagem entre sí, quais sejam:
a) Ser ecológicamente correto;
b) Ser socialmente justo;
c) Ser legalmente exequível;
d) Ser economicamente viável;
e) Ser culturalmente aceito;
f) Ser melhorado continuamente.
O P E S tem perfeita sincronia racional com os demonstrativos contábeis e financeiros das empresas, daí podemos entender que poderá ser utilizado plenamente por qualquer investidor, acionista ou profissional que busque a transparência em suas ações.
É plenamente entendível que diversas empresas e profissionais que não adotarem o P E S em sua gestão, poderão expor o patrimônio das empresas e suas profissões em situações vexatórias e que fatalmente exigirá capital e esforços para sua possível recuperação, mas convenhamos diante do cenário existente é uma tarefa das mais árduas.
Ao longo dos tempos, tenho acompanhado empresas de diversos portes, inclusive profissões que lamentavelmente não se mantiveram, mesmo com ventos favoráveis o que comprova que gestão sem o P E S é factível de erros percaminosos.
Lamento sensivelmente a realidade do resultado projetado de algumas empresas que recebem investimentos para o desenvolvimento de sua atividade econômica, com base num projeto fantasioso e lúdico, desprovido do P E S e demais informações imprescíndiveis, seus investidores, seus acionistas e os administradores de determinados fundos, ficarão sem explicação plausível para a veracidade dicotomica dos resultados.
Apresentamos a seguir uma VISÃO FUTURÍSTICA agregada a uma determinada atividade econômica devidamente oriunda da aplicação do P E S, com a finalidade de sanar dúvidas dos incaltos ainda existentes.
Vamos exemplificar:
As empresas em TI (pela constância de sua vulnerabilidade periódica tecnológica), de assessoria, consultoria, auditoria ou similares, investem pesadamente em seus controles, sistemas, equipamentos de ponta, e demais objeto de sua atividade econômica, pois necessita de mão de obra qualificada altamente customizada, essa melhoria implementada em seus serviços oferecidos a seus clientes implica na elevação de seu INTANGÍVEL, ou seja, não participa do resultado do período, resultando na elevação do LUCRO naquele período e consequente pagamento dos tributos devidos e suas obrigações trabalhistas, onde a máquina fiscalizatória se satisfaz, e isso valoriza os investimentos alocados, satisfazendo a máxima desse sistema.
Acontece que essa cíclica deve ser constante e progressiva, mesmo porque a máquina de desembolso financeiro deve ser alimentada continuamente, pois sempre haverá novas tecnologias e consequentemente profisssionais antenados com essa progressão geométrica, que alimenta o sistema.
Ocorre que para essa manutenção continuar, a empresa poderá de envididar, parcelando suas obrigações, ou mesmo oferecer lucros estratosféricos para atrair os neófitos e néscios ainda existentes, que não se qualificaram nem se capacitaram para entender essas variáveis, e sabemos que em qualquer sistema alguém deve suportar o ônus diante dos que ganham.
Entre o período de 3 a 5 anos, essas empresas estarão em situação decadente e falimentar, e após estudos e análises, encontrarão uma saída para salvar parte de seus investimentos e repassar a bola para um sistema decisório de fusão, alienação ou tranformação, levando seus resultados negativos para outras empresas que estratégicamente necessitam desse fato.
Existem quatro condições de bandeira vermelha, que devem receber atenção dos profissionais envolvidos no desenvolvimento de qualquer atividade econômica, quais sejam (livro Think Again :Why Good Leaders Make Bad Decision and How To Keep it from Happening to You – Ed. Harvard Business School Press):
a) Experiências enganosas;
b) Julgamentos errados;
c) Interesses pessoais;
d) Apegos inadequados.
Ações que busquem conter erros nos processos decisórios das empresas são salutares para um gerenciamento eficiente, mas devemos observar as variáveis citadas:
a) Melhor prevenir;
b) Utilizar experiências, bases e análises;
c) Debate e desafio em grupo;
d) Governabilidade;
e) Monitoramento constante;
f) Foco nas pessoas.
As empresas e profissões que agregam valor a sua gestão criativa tem mais condições de antever e flexibilizar esforços quando os ventos não são favoráveis e podem influenciar negativamente os resultados.
Em consonância ao título do presente artigo, declino-me a informar que, qualquer investimento que desqualificar o P E S, é muito dificil antever um futuro promissor para essas empresas, mesmo diante do cenário econômico favorável existente.
Elenito Eliasda Costa
Contador, Auditor, Analista Econômico Financeiro, assessor e consultor empresarial, Instrutor de Cursos do SEBRAE/CDL/CRC, Professor Universitário, Professor Universitário Avaliador do MEC/INEP do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, sócio da empresa, Irmãos Empreendimentos Contábeis S/C Ltda, consultor do Portal da Classe Contábil, Revista Contábil Netlegis, articulista da Interfisco, autor de artigos cientificos publicados no Instituto de Contabilidade do Brasil, CRCBA, CRCPR, CRCMS, CRCRO, IBRACON (Boletim No. 320), CTOC - Portugal, autor de livros editados.(E-mail: elenitoeliasdacosta@gmail.com)
A empresa com o planejamento estratégico sustentável (P E S)
19 de janeiro de 2010Por Elenito Elias da Costa
A nova gestão empresarial tem responsabilidades mais abrangentes para atingir o seu crescimento e sustentabilidade no menor espaço de tempo possível, pois o cenário econômico exige uma maior eficiência em seu processo decisório, reduzindo ao máximo o possível risco.
É obvio que para isso acontecer se faz necessário o atendimento de diversas variáveis, dentre elas a disposição de se desfazer de antigas práticas e principalmente de se trabalhar com profissionais que possam agregar valor ao patrimônio da empresa.
Acredito que o grande desafio para a REGIÃO NORDESTE é buscar de modalidade racional a eficiência de suas atividades econômicas com equilíbrio junto ás demais variáveis, que dentre elas encontramos a qualidade da educação voltada para o exercício prático dos fatos econômicos.
A evolução e o progresso exigem uma postura diferenciada, referente á modalidade ortodoxia que dantes nos envolvia, o momento econômico pós-crise financeira, necessita de valores para a sustentabilidade de qualquer empreendimento, o que notadamente passa pela capacitação e qualificação dos profissionais, mas se não visualizarmos essa necessidade corremos o risco ainda mais elevado.
Jamais em toda história das empresas estabelecidas nessa região, houve um momento mais importante como o que estamos vivenciando, e seria debilidade não interagirmos com esse importante marco, mesmo que para isso tenhamos que nos esforçarmos muito mais.
A análise e avaliação das variáveis existentes é uma condição primária, pois a mudança deve ser radical, desde a contratação de novos profissionais, pois, o continuísmo dessas relações, sem que tenham uma pequena avaliação sobre os valores que possam ser agregados até a presente data, e ás possibilidades de riscos eminentes que exigem uma máxima profissional mais antenada e globalizada que utilizem instrumentos e meios possíveis e legais para acompanhar essa sustentabilidade.
Nesse contexto, a capacidade de adaptação é uma preocupação de curto prazo em quase todas as organizações, refletida no desafio da administração na situação em que nos encontramos no aumento da aversão ao risco e na redução da alocação de recursos pelos investidores.
O controle interno voltado para redução de gastos correntes, a obtenção de uma sincronia racional de pessoas, processos e sistemas, representam as principais tendências isoladas, em termos de adequação as atividades, em linha com o principal desafio de curto prazo das empresas, que é a administração das operações em situação de crise.
A organização e administração dessas empresas representam condições primárias para a sustentabilidade e continuidade desses investimentos, mesmo porque a TRANSPARÊNCIA será exigida em qualquer situação.
A EFICIÊNCIA dos demonstrativos contábeis e financeiros, ou mesmo de qualquer outro, á informação é necessária e plenamente plausível, desde que saibamos escolher os profissionais para agregar valor ao planejamento empresarial.
As informações sugeridas no presente artigo não têm a pretensão de esgotar todas as possibilidades de divulgação necessária para a adequação e compreensão das demonstrações contábeis e financeiras, ao contrário deve ser compreendida como um roteiro mínimo a serem fornecidas aos usuários dessas demonstrações, através do PES.
Provavelmente, em nenhum outro momento da história das empresas e de suas respectivas atividades econômicas, juntamente com o mercado, tiveram maior importância e vínculo com a prosperidade da econômica atual, a estabilibilidade política, e a sustentabilidade embiental da sociedade que formam funções vitais para o presente momento. A crise financeira e o tumulto econômico por ela desencadeado reforçam essa constatação.
Apesar de notáveis escândalos de corrupção, de falta de transparência, e responsabilidade que, como se demonstrou está na raiz da crise financeira, houve um progresso encorajador e real em direção a uma maior integridade empresarial. Consideráveis riscos, assim como lacunas de transparência, responsabilidade e fiscalização persistem em todos os setores econômicos.
A gestão empresarial deverá enfrentar grandes desafios para atingir a eficiência da sustentabilidade de seus empreendimentos, mas devem equacionar de modalidade sincrônica as dimensões citadas, quais sejam:
a) PESSOAS, pois toda a estratégia de mudança deve reconhecer a necessidade de competências técnicas. Nesse momento as empresas devem se voltar para os valores técnicos de seu patrimônio humano e focar agregar valor á empresa.
b) PROCESSOS deverão ser avaliados e diagnosticados revendo-os com foco de sinergia para diferentes demandas. Tais como a automatização dos processos, integração dos lançamentos contábeis com o sistema de apoio, substituição das planilhas eletrônicas utilizadas em um primeiro momento, por soluções sustentáveis, otimização do processo de encerramento contábil e compreensão e análise dos dados produzidos.
c) SISTEMAS, avaliar os níveis de aderência do sistema atual ás necessidades do negócio, analisando quais os ajustes que deverão ser automatizados e objetivando maior agilidade e segurança nos processos.
Gestores empresariais e profissionais que assessoram essas empresas, particularmente alguns contadores, provável mente utilizarão instrumentos e meios não convencionais para “tentar” adequar as novas metodologias, regulamentos e normativos para “tentar” realizar e divulgar as demonstrações contábeis e financeiras dessas empresas, que fatalmente não resistirão a um pequeno e precoce Check List, que facilmente identificará as competências e qualificações que foram empregadas para fantasiar a real situação dessas empresas, mesmo, porque, parte delas devem ter recebido investimentos de determinados FUNDOS, com promessas lúdicas.
Os fundos e investidores sabem perfeitamente, que a limitação dos gestores empresariais e de seus assessores, que labutam em determinadas empresas, foram prejudicados ao longo do tempo, resultando na imperfeição de seus valores, e não há dúvidas quanto á utilização de meios não convencionais para buscar valorizar essas ações.
Mas há aqueles que buscam TRANSPARÊNCIA em suas ações e consequentemente em seus demonstrativos contábeis e financeiros, exarando a veracidade dos fatos, mesmo com resultados negativos, completamente adversos aos projetados, pois mesmo esses resultados negativos devem servir a propósitos ESTRATÉGICOS, a fim de sanar situações esdrúxulas acometidas anteriormente.
Aprendemos ao longo do tempo que qualquer que seja a situação há o seu momento de utilização, possibilitando sua adequação oportuna e necessária, a fim de dar continuidade ao sistema e a sociedade.
A redução dos gastos correntes de contratação de empregados são as principais tendências isoladas em termos de adequação das atividades em linha com o principal desafio de curto prazo das empresas, que é a administração das operações em situação de crise. O aumento da aversão ao RISCO impacta diretamente o montante dos investimentos. Apesar do cenário bastante peculiar que as empresas enfrentarão ao longo de 2010, parte dos desafios, ultrapassa o curto prazo com baixo retorno dos investimentos. O baixo retorno das inversões, bastante impactado também no curto prazo, deve afetar a retomada dos projetos e á atratividade do investidor estrangeiro.
Em consonância ao entendimento do presente artigo, podemos concluir que o PES deve ser utilizado em qualquer circunstância em que se encontrem os investimentos da empresa, pois a realidade dos fatos deve ser conhecida, independentemente dos reflexos que seus resultados possam influir.
ELENITO ELIAS DA COSTA
Contador, Auditor, Analista Econômico Financeiro, assessor e consultor empresarial, Instrutor de Cursos do SEBRAE/CDL/CRC, Professor Universitário, Professor Universitário Avaliador do MEC/INEP do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, sócio da empresa, Irmãos Empreendimentos Contábeis S/C Ltda, consultor do Portal da Classe Contábil, Revista Contábil Netlegis, articulista da Interfisco, autor de artigos científicos publicados no Instituto de Contabilidade do Brasil, CRCBA, CRCPR, CRCMS, CRCRO, IBRACON (Boletim No. 320), CTOC - Portugal, autor de livros editados e publicados. (E-mail: elenitoeliasdacosta@gmail.com)