Processo decisório imediato
Com as mudanças implementadas pela Lei No. 11.638/2007, e as regulamentações normativas suplementares expedidas pelos órgãos competentes, que exigem a adequação ás normas internacionais dos demonstrativos contábeis e financeiros das empresas, deverão, citadas exigências ocasionar uma mudança radical nas empresas e principalmente nos profissionais que há muito conviviam com a legislação anterior.
Dentre os maiores desafios a serem enfrentados pelas empresas no processo de conversão das demonstrações financeiras para o IFRS, e agregado a sua complexidade na mudança cultural, linguagem, fluxo de processo, sistemas e administração de negócios, podemos destacar:
Escassez de recursos qualificados;
Planejamento adequado;
Cumprimento e atendimento racional de um cronograma;
Qualidade e acuracidade das demonstrações financeiras publicadas;
Adequação dos sistemas operacionais e de controles internos;
Comunicação ao mercado do processo de migração.
No exercício de 2009, que está findando, as empresas que tem base estruturada de recursos, estão se adaptando e buscando essa transformação, mas lamentavelmente ainda existem diversas dúvidas e questionamentos que não estão sendo atendidos, possibilitando a essas empresas e profissionais a assimilação dessa adequação de modalidade muito personalizada.
Motivado por esse hiato existencial, os demonstrativos contábeis e financeiros de determinadas empresas elaborados por determinados profissionais podem resultar em informações dicotômicas e aliciadoras para os stakeholders e principalmente para os investidores, caso não busquem informações suplementares.
É, entendível que determinadas empresas tenham projetado seus lucros, distante da realidade, haja vista que no dia a dia das empresas existem variáveis intrínsecas e extrínsecas que independem de suas decisões, e que são afetadas por elas direta ou indiretamente, devendo, sempre essas empresas buscar a aferição e análise do seu planejamento com seus verdadeiros resultados.
Essa variável dimensional poderá vislumbrar uma realidade muito assustadora para os gestores e profissionais envolvidos, e mais ainda para os investidores que acreditaram e depositaram seus capitais naquela visão inicial, mas todos são sabedores do FATOR DE RISCO que envolve esse processo decisório, e conhecem perfeitamente o significado das palavras como ÁGIO, DESÁGIO e OPORTUNIDADE ESTRATÉGICA.
Não há dúvidas que muitas empresas e profissionais serão vitimados por esse novo cenário economico, pois deveriam se acercar de melhores e maiores informações para a tomada dessa decisão, necessária para sua continuidade e sustentabilidade do seu investimento.
A mudança é tão radical que nem mesmo a academia (universidades, centros, institutos e faculdades, órgãos, associações, conselhos, sindicatos) ainda não está preparado para conviver com essa mutação, deixando a mercê empresas e profissionais á deriva, e o mais grave, a sua interpretação mais apropriada.
A existencia de uma EDUCAÇÃO com princípios e programas situacionista, resulta na formação profissional e de gestão empresarial equivalente, onde a citada adequação ás normas internacionais exigem muito mais desses profissionais, tais como PLANEJAMENTO EMPRESARIAL, TRANSPARENCIA, GOVERNANÇA CORPORATIVA, CONTROLE INTERNO, e demais aspectos mínimo necessário para essa mutação.
Convivemos num país continental, cujas diferenças culturais, economicas, financeiras, sociais e politicas são descomunais, podendo viabilizar economicamente, ou não qualquer investimento, desde que se conheçam os mínimos detalhes e que se tenha á acuidade necessária na alocação de recursos, e principalmente escolha profissionais realmente globalizados que estajam preparados para atender a qualquer situação, mesmo as mais esdrúxulas.
Aquelas empresas que não estiverem preparadas para esse novo cenário economico, não vejo outra saída a não ser a sua fusão, cisão, alienação ou ações similares que possam atenuar o citado impacto, mesmo porque a sua sensibilidade financeira atual é prenúncio de sua situação futura, pois a logística (tempo) deve ser obrigatóriamente estudada, num aspecto puramente estratégico e emergencial, sob pena de incorrer em erro fatal.
Devemos observar que a informação estatística, no Brasil vislumbra as regiões mais abastadas (sudeste e sul), deixando as demais regiões a utilizar o feeling da gestão empresarial para dirimir citadas informações, sob pena de sofre o revés que lhe é peculiar.
Devemos entende que no mesmo momento economico, que oportuniza o investimento também deve se estabelecer os pontos fortes e fracos, e saber que a existencia de variáveis são fatores que devem ser préviamente estudados.
As regiões sudeste e sul do Brasil sentem mais rapidamente as mudanças economicas em detrimento as demais regiões, e que deixam ocasionalmente órfãos os gestores das empresas e profissionais que não estejam antenados com essa variável, pois estão fora dessa visão geográfica. Em consequencia é comum a empresa sentir a ausência de CAPITAL DE GIRO para suprir suas necessidades básicas do custo operacional de sua atividade economica, principalmente a contigencia de seu custo de pessoal e contribuições sociais complementares.
O mais agravante é que o INVESTIMENTO não deve ser impactado, sob a justificativa de que se isso acontece, pois poderá invilizar o projeto inicial de continuidade e crescimento do empreendimento, e que para esse acolhimento se faz necessário a existencia factível da origem de recursos para atender o seu FLUXO DE CAIXA.
Em contrapartida a esse fato, seu endividamento resultante de obrigações que não foram liquidadas, se elevam, inibindo investimento programados que resultariam em consistencia sólida para o progresso e desenvolvimento desse empreendimento.
A maioria do planejamento empresarial, tais como o estratégico de vendas, de receitas, de tributos, de custos, de despesas, do financeiro, de investimento, de captação, tem base em estudo de ambiente visionário da realidade da empresa, ou seja, todo o planejamento empresarial citado tem base nas infomações e de mídias que vislumbram um ambiente diferente, do existencial e real onde convive a empresa, o que contribue para a sua não efetivação.
Dificilmente existirá um estuto atualizado ou pesquisa elaborada que basifique uma determinada atividade economica, mesmo porque as maiorias das pesquisas estão defasadas no tempo, no espaço e diferente do ambiente economico pós-crise financeira, o que deixa a empresa a sofrer ás interpéries resultante dessa ausência.
Qualquer ação motivadora de inserção de capital nessas empresas estabelecidas em outras regiões estão passíveis de fatos que podem defenestrar o incomum ou o inesperado, mas qualquer ação deve considerar o RISCO como um de seus fatores existenciais.
Em consonância ao título do presente artigo, é plenamente salutar a leitura dos meus artigos semanais publicados em toda a INTERNET, e se possível de meus livros editados, para que o leitor possa entender as VARIÁVEIS que circunda no PROCESSO DECISÓRIO IMEDIATO, CASO CONTRÁRIO, FICARÁ A MERCE DA SORTE OU DE UM MILAGRE, ou mesmo esperar receber o saco (de presentes) do Papai Noel, que não é aconselhável, haja vista a sua imprevisibilidade.
Em tempo: Caso for acometido por um MILAGRE, acredito que deva agradecer ao meu antecessor que por coincidência se chamava (Profeta) ELIAS, merecendo o crédito de tal feito, mesmo em tempo dificeis e atuais.
ELENITO ELIAS DA COSTA
Contador, Auditor, Analista Econômico Financeiro, assessor e consultor empresarial, Instrutor de Cursos do SEBRAE/CDL/CRC, Professor Universitário, Professor Universitário Avaliador do MEC/INEP do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, sócio da empresa, Irmãos Empreendimentos Contábeis S/C Ltda, consultor do Portal da Classe Contábil, Revista Contábil Netlegis, articulista da Interfisco, autor de artigos cientificos publicados no Instituto de Contabilidade do Brasil, CRCBA, CRCPR, CRCMS, CRCRO, IBRACON (Boletim No. 320), CTOC - Portugal, autor de livros editados.(E-mail: elenitoeliasdacosta@gmail.com)