Arquivo de setembro de 2009

Profissionais incompetentes, empresas decadentes

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Por Elenito Elias da Costa

Após, decorrido os efeitos da crise financeira e motivado porinformações progressistas no aspecto economico, é chegado o momento deuma mudança radical na gestão empresarial visando adequar ao novocenário econômico quer se avizinha.

É inegável que a atividade economica do empreendimento deve agregarvalor qualitativo e quantitativo para proceder à continuidade esustentabilidade do empreendimento e diante desse fato é incontesteque diversas ações devem ser implementadas para atender a esse mercadoexigente e seletivo.

É improvável que a manutenção das mesmas ações e fatos da gestãoempresarial devem merecer especial atenção, pois o cenário estámudando radicalmente, com novos concorrentes, produtos e serviços comqualidade, novo mercado consumidor e sua nova necessidade para umproduto mais completam e mais abrangente.

Até agora conseguimos obter o oxigenio necessário para asobrevivência, agora devemos pensar com mais nas mudanças estruturaisnecessárias e inadiáveis para a manutenção da atividade economica daempresa, pois diante dos fatos derivados da Crise Financeira, a médiae grande empresa sabem que o mercado das Micros e EPP’s deve serinvadido para suprir sua necessidade básica financeira imediata.

Esse mercado que está sendo atendido pelas Micros e EPP’s deve serobrigatoriamente cerceado por empresas concorrentes e inovadoras,concedendo aos clientes condições diferenciadas e maior diversificaçãode produtos e serviços, já que em toda sua história essas Micros eEPP’a jamais pensaram que seu mercado não interessava

“Todo esse cenário positivo traz, entretanto, um desafio tão grandequanto aquele enfrentado no auge da volatilidade econômica. Estamos,hoje, diante da certeza de que o ambiente de negócios não será mais omesmo que vimos antes do início da instabilidade. Afinal, as grandestransformações na economia, quando ocorrem, não costumam conduzir seusagentes ao mesmo ponto em que se encontravam antes da mudança. O quetemos à frente não é à volta ao cenário anterior. Temos, sim, umcontexto muito diverso – com padrões e visões de gestão, negociação ediferenciação totalmente novos.” (Deloitte – Mundo Corporativo)

Podemos entender que após o cataclisma que abalou a economia mundial,a gestão empresarial deve aprender e obrigatoriamente proceder ásmudanças necessárias que possam acolher as melhorias que o novoambiente exige.

Profissionais devem se capacitar e se qualificar para a nova exigênciado mercado economico, gestores, administradores, executivos,investidores deverão exigir uma postura mais ecletica e profissionalde seus contratados, sob pena de acompanhar o declínio falimentar desua empresa.

Os serviços oferecidos devem ser analisados e avaliadosperiodicamente, e agregar melhorias que possam facilitar acontinuidade e sustentabilidade do empreendimento, pois o continuismodos serviços dantes acatados podem levar a empresa a ser ultrapassadapelos concorrentes desse mercado em constante evolução.

“O atual cenário do mercado mundial nos remete a momento de reflexão.Observa-se em ambito mundial que as consequencias do abalo no mercadofinanceiro ainda não foram totalmente superada e muitos de seusefeitos ainda são perceptíveis.Todavia, a sensação é de que o mundo eo Brasil em particular, entraram em uma fase de gerenciamento derisco, mapeamento de oportunidades, e elaboração de projeto visando àretomada do crescimento. Refletir acerca das melhores decisões a seremtomadas nesse momento é fundamental para que o mercado retome seucrescimento de maneira consistente e sem duvida fortalecido.” (Kpmg –Audit,Tax, Advisory)

Após uma tormenta somente virá águas mais calmas e brandas se houverfatores e variáveis existencias para sua motivação, ou seja, gestoresmais antenados, profissionais mais capacitados e qualificados e demaisfatores, quando administrados de modalidade sincronica com umplanejamento empresarial racional em aplicação, poderão reduzir osriscos que podem inviabilizar economicamente o seu empreendimento.

Elenito Elias da CostaContador, Auditor, Analista Econômico Financeiro, assessor e consultorempresarial, Instrutor de Cursos do SEBRAE/CDL/CRC, ProfessorUniversitário, Professor Universitário Avaliador do MEC/INEP do Cursode Bacharelado em Ciências Contábeis, sócio da empresa, IrmãosEmpreendimentos Contábeis S/C Ltda, consultor do Portal da ClasseContábil, Revista Contábil Netlegis, articulista da Interfisco, autorde artigos publicados no Instituto de Contabilidade do Brasil, CRCBA,CRCPR, CRCMS, CRCRO, IBRACON (Boletim No. 320), CTOC-Portugal, autorde livros editados.(E-mail: elenitoeliasdacosta@gmail.com

Seja Contador e viva emoções!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Nunca, em tempo algum anterior, a profissão contábil foi tão evidenciada quanto agora. Já explico: com as mudanças constantes na legislação tributária, sped contábil e nova lei das S/A, o contador tem sido o principal parceiro das empresas para o entendimento e aplicação das leis.

Mas, porque ser um contador, ou contadora? Um contador é um consultor de empresa, em primeiro lugar. É da contabilidade que são tiradas as informações financeiras e econômicas sobre o patrimônio da entidade, seus bens, seus direitos e também das dívidas da entidade para atender aos empresários, acionistas, governo, bancos e fornecedores, entre outros interessados.

Além disso, hoje quase todo tipo de fiscalização às empresas passa antes pela entrega de declarações aos diversos órgãos fiscalizadores nos níveis federal, estadual e municipal. Quem se responsabiliza pela fidelidade dessas informações – e entrega aos diversos públicos, é o contador. E de posse das diversas informações sobre o patrimônio o empresário pode tomar decisões essenciais e vitais na empresa, como aplicar recursos, abrir filiais, comprar mais ou menos mercadorias outras.

O curso superior é o de Ciências Contábeis e hoje até já há em formato de educação à distância. Além do nível superior, alguns profissionais precisam ainda de cursos profissionalizantes nesta área – para aprender os aspectos práticos que a faculdade não fornece. Concluído o curso superior, o profissional deve se cadastrar no Conselho Regional de Contabilidade para começar a trabalhar como contador. Pode abrir um escritório particular ou trabalhar nos inúmeros escritórios contábeis existentes.

Também pode trabalhar em diversas empresas. As de porte médio ou grande são as que mantém contabilidade própria. A maioria terceiriza a área contábil. Um aspecto bastante relevante: o contador tem reserva de mercado, ou seja, somente um contabilista (contador ou técnico contábil) pode fazer os balanços das empresas, que são obrigatórios independentemente de seu porte.

Quanto às habilidades para ser contador: ter raciocínio lógico, gostar de ler – devido às constantes mudanças da legislação, ser honesto, ter facilidade em utilizar uma calculadora e um computador, ser prático e organizado e principalmente, gostar de servir (esta habilidade serve para todas as profissões). Pode ser tímido e quanto mais idoso melhor: passa credibilidade. Não é idade que vai dizer se um contador é bom ou não e sim a sua capacidade de se atualizar. E vamos acabar com um mito: não precisa ser um gênio na matemática, basta saber as quatro operações básicas inicialmente. Depois pode evoluir e aprender matemática financeira.

Um contador também pode ser um perito contábil ou auditor, além de educador na área contábil, sempre tão carente de bons profissionais. Para quem acha que ser contador não vive emoções e que sempre faz a mesma coisa, ledo engano: com as mudanças constantes da legislação, quem parar de estudar hoje já estará atrasado amanhã. E haja raciocínio para entender todas as mudanças em tempo recorde de entender e aplicar. Há ainda os que se especializam em contabilidade pública – trabalhando em órgãos governamentais. Em concursos públicos é uma das matérias mais solicitadas quer seja em cargos de Auditores ou Fiscais, tão almejados pelos salários que beiram hoje aos doze mil reais!

Ser contador é sempre um desafio, seja buscando a melhor solução para o cliente ou identificando aspectos da legislação, que muda a todo instante.

Se você gosta de desafios, seja contador, e viva emoções!

Zenaide Carvalho é contadora e administradora – www.zenaidecarvalho.com.br

Por que devo fazer um diagnóstico empresarial?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Estamos nos aproximando do final do ano de 2009, é aconselhável que as empresas de qualquer tamanho e porte procedam a um DIAGNÓSTICO EMPRESARIAL, para que possa implementar as melhorias necessárias para os proximos anos, ressalto que o citado procedimento é essencial para que a gestão empresarial possa continuar com o seu empreendimento com sustentabilidade.

Sabemos que estamos passando por uma Crise Financeira e nosso país tem demonstrado diversos pontos positivos que nos possibilitou ser o último a sentir e um dos primeiros provavalmente a sair desse cataclisma economico, como estamos vivenciando, mas não devemos baixar a guarda, daí podemos entender a busca por instrumentos que possam nos informar sobre o comportamento da gestão empresarial.

Outro fator importante é a taxa de juros (selic), a elevação do salário minimo a partir do mês de janeiro do ano que se aproxima, o dispêndio financeiro do final de ano de 2009 suportado pelo Fluxo de Caixa, a inibição de determinado fechamento de contratos que podem impactar a necessidade do Capital de Giro da empresa, desembolso de obrigação financeira contraída, investimentos necessários e inadiáveis para se manter no mercado, pois em ano eleitoreiro a tendência é o Capital ficar mais direcionado ao custo de campanhas publicitárias arrefecendo as empresas que desenvolvem atividades economicas especificas, gestão pautadas em promessas ilusionistas, chamo atenção para a existência de uma redução de arrecadação de tributos para suportar o orçamento vindouro tais como, despesa pública, investimentos públicos, manter a independencia do órgão fiscalizador, e principalmente para a necessidade de investimentos nas campanhas, SPED - Fiscal, SPED - Contábil, Nota Fiscal Eletrônica, inovações legais, tributárias, comerciais e trabalhistas, e demais fatos que devemos observar.

Mas também temos fatos positivos, como a recuperação e reativação dos números da economia que podem esquentar os investimentos, maior circulação da moeda possibilitando maior procura de produtos, mercadorias e serviços em face desse aquecimento economico, que poderá positivar e elevar o faturamento das empresas.

Em termos práticos, e mais especificos temos, os principios do IFRS, CPC, de que trata a Lei 11.638/2007, com seus demonstrativos contábeis e financeiros mais acuidados e que demonstrem uma sincronia racional com a gestão empresarial através de uma transparência inigulável com o seu controle interno, devidamente respaldado através de um planejamento empresarial, registrados e mensurados através de um sistema de informática, ou mesmo um sistema mais abrangente como SIG – Sistema de Informação Gerencial, desenvolvido por empresa especializada.

A elaboração de um Planejamento Empresarial é uma ação imprescindível, elaborado de modalidade flexível e abrangente, que possa elencar os pontos fracos e fortes da gestão empresarial e especificamente do empreendimento que se deseja manter sua sustentabilidade e continuidade.

Obrigatoriamente, devemos estabelecer as consultas da regularidade juridica, fiscal, trabalhista, empresarial, da empresa e se possível ter em mãos as pesquisas necessárias que possam ratificar as CND – Certidões Negativas de Débitos, pois é essencial que possamos observar a empresa no ambiente externo e justos aos órgãos fiscalizadores.

Sabemos que após os diversos obstáculos sofridos pela gestão empresarial é plenamente comum á existência de débitos que não foram suportados, mas é essencial que tenhamos registros e que possamos acompanhar a sua evolução para manter sob o devido controle, até sua ação decisória de negociar o débito existente.

É plenamente saudável que a empresa solicite de seus colaboradores através de um Work Labor quais as sugestões e alternativas para atingir a manutenção progressiva da atividade economica na busca de resultados positivos, qualquer outra ação disforme a esse evento é fisiologismo que não leva a nenhum lugar.

Avaliar e acompanhar todo o fluxo operacional, medir, quantificar e qualificar o custo versus beneficio dos colaboradores é necessário, estabelecer controle de custos e despesas repassando aos responsáveis pelo centro de custos seus efeitos e solicitando sua redução, pois é necessário alavancar o faturamento, pois deve ser um objetivo a ser seguido por todos os colaboradores, independentemente de sua posição funcional, buscar alternativas de crescimento do faturamento de modalidade de licita e proba deve ser um pensamento retilinio.

Analisar profisionalmente qualquer proposta de empréstimos, financiamento, leasing, capitação de recursos, projetos, fusão, aquisição, venda, e demais alternativas através de um estudo apurado e realista.

Avaliar e analisar todas as demonstrações contábeis e financeiras de modalidade períodica, aferindo com o planejamento empresarial, administrando suas variações e medindo seus resultados, desde a existencia de Estoques, Disponibilidades, Obrigações, Custos e Despesas, Faturamento, Imobilizações, Investimentos, customização, precificação, impacto tributário, encargos sociais, atendimento ás obrigações tributárias (principal e acessória), admissões, demissões, cronograma de férias, melhorias dos produtos/serviços, obsolescencia, oportunidade, depreciação, exaustão, amortização, e demais fatos e ações.

Lembro que o fator limitador de determinados gestores em visualizar somente o Faturamento e o Fluxo de Caixa, pode expor a empresa a situações vexatórias e declinantes, daí a necessidade da elaboração de um DIAGNOSTICO EMPRESARIAL, que possibilite ter uma posição de toda a empresa em sua plenitude.

Ressalto que o mercado não perdoa os incautos ou despreparados, sem nenhum constrangimento, devemos nos lembrar das empresas que ficaram na história e em nossa lembrança, para que não aconteça o mesmo com a sua.

Proceda a um diagnóstico pessoal, pois as antigas práticas, não se coadunam com o momento economico que estamos vivenciando, ou talvez seja tarde damais.

Diante do exposto que entitula o referido artigo, gostaria de lhe perguntar:

JÁ REALIZOU O DIAGNÓSTICO EMPRESARIAL DE SUA EMPRESA AINDA EXISTENTE?

ELENITO ELIAS DA COSTA

Contador, Auditor, Analista Econômico Financeiro, assessor e consultor empresarial, Instrutor de Cursos do SEBRAE/CDL/CRC, Professor Universitário, Professor Universitário Avaliador do MEC/INEP do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, sócio da empresa, Irmãos Empreendimentos Contábeis S/C Ltda, consultor do Portal da Classe Contábil, Revista Contábil Netlegis, articulista da Interfisco, autor de artigos publicados no Instituto de Contabilidade do Brasil, CRCBA, CRCPR, CRCMS, CRCRO, IBRACON (Boletim No. 320), CTOC-Portugal, autor de livros editados.

WHY I MUST MAKE A DIAGNOSIS ENTERPRISE?

We are in approaching to the end of the year of 2009, is advisable that the companies of any size and transport proceed to an ENTERPRISE DIAGNOSIS, so that can implement the necessary improvements for the next years, stand out that the cited procedure is essential so that the enterprise management can continue with its enterprise with support. We know that we are passing for a Financial Crisis and our country has demonstrated diverse positive points that made possible in them to be the last one to feel and one of the first ones probable to leave this problem economic, as we are living deeply, but do not have to lower the guard, from there can understand the search for instruments that can informing in them on the behavior of the enterprise management. Another important factor is the tax of interests (selic), the rise of the minimum wage from the month of January of the year that if approaches, the financial great expense of the end of year of 2009 supported by the Flow of Box, the inhibition of determined contract closing that can brouck the necessity of the Capital of Turn of the company, outlay of contracted financial obligation, investments necessary and calender to remain themselves in the market, therefore in politicians is the Capital to be more directed at the cost of advertising campaigns cooling the companies that they develop economic activities you specify, management write in promises cinema, calls attention for the existence of a reduction of collection of tributes to support the coming budget such as, public charges, public investments, to keep independence of the cap agency, and mainly for the necessity of investments in the campaigns, SPED - Fiscal, SPED - Countable, Electronic Forma bill of sale, legal innovations, taxes, commercial and working, and too much facts that we must observe. But also we have positive facts, as the recovery and reactivation of the numbers of the economy that can winter the investments, greater circulation of the currency making possible bigger search of products, merchandises and services in face of this economic heating, that will be able to marck and to raise the invoicing of the companies. In terms practical, and more specific we have, the principles of the IFRS, CPC, that it deals with Law 11,638/2007, with its care countable and financial demonstratives more and that they demonstrate a rational position with the enterprise management through a not igual transparency with its internal control, duly endorsed through an enterprise planning, registered and inducation through a computer science system, or same a system more including as SIG - System of Managemental Information, developed by specialized company. The elaboration of an Enterprise Planning is an essential action, elaborated of flexible and including modality, that can specifically show the weak and strong points of the enterprise management and of the enterprise that if it desires to keep its support and continuity. Obligatorily, we must establish the consultations of legal, fiscal, working, enterprise, of the company and if possible the regularity to have in hands the necessary research that Negative Certificates of Debits can ratify the CND -, therefore is essential that let us can observe the company in the external environment and right to the agencies position. We know that after the diverse obstacles suffered for the enterprise management the existence of debits is fully common that had not been supported, but is essential that let us have registers and that let us can follow its evolution to keep under the due control, until its power to decide action to negotiate the debit existing. It is fully healthful that the company requests of its collaborators through a Work Work which the suggestions and alternatives to reach the gradual maintenance of the economic activity in the search of positive results, any another different action to this event is fisiologism that does not lead to no place. To evaluate and to follow the operational flow all, to measure, to quantify and to characterize the cost versus I benefit of the collaborators is necessary, to establish control of costs and expenditures repassing to responsible for the center of costs its effect and requesting its reduction, therefore it is necessary to summar the invoicing, therefore it must be an objective to be followed by all the collaborators, independently of its functional position, to search alternatives of growth of the invoicing of modality of bids and honest it must be a right thought. Profissional to analyze any proposal of loans, financing, leasing, capitation of resources, projects, fusing, acquisition, sales, and excessively alternative through a refined and realistic study. To evaluate and to analyze all the countable and financial demonstrations of periodic modality, surveying with the enterprise planning, managing its variations and measuring its results, since the existence of Supplies, Availabilities, Obligations, Costs and Expenditures, Invoicing, Immobilizations, Investments, cost, precification impact tributary, social changes, attendance ace obligations taxes (main and accessory), admissions, resignations, cronogramm of vacation, improvements of the products/services, obsolescence, chance, depreciation, exhaustion, amortization, e too much facts and action. I remember that the limiter factor of determined managers in only visualizing the Invoicing and the Flow of Box, can display the company declining the vexatious situations and, from there the necessity of the elaboration of one DIAGNOSISS ENTERPRISE, that makes possible to have a position of all the company in its fullness. I stand out that the market does not pardon the unprepared different, without no constaint, we must remembering in them the companies who had been in history and our souvenir, so that she does not happen the same with its. It proceeds to a personal diagnosis, therefore old the practical ones, not if they coadunam with the moment economic that we are living deeply, or perhaps either late more. Ahead of the displayed one that name the related article, would like asking to it: ALREADY IT CARRIED THROUGH THE ENTERPRISE DIAGNOSIS OF ITS STILL EXISTING COMPANY?

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Cinco erros de marketing de serviços contábeis

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

* por Anderson Hernandes

As habilidades de venda e a qualidade no atendimento varejista avançaram muito nos últimos anos. Hoje, por exemplo, temos vendedores de sapatos treinados para identificar as necessidades dos seus prospectivos clientes e prestando uma verdadeira consultoria em calçados. Por outro lado, o mesmo avanço não ocorreu na área de serviços profissionais. O que vemos é uma enxurrada de bons profissionais, com práticas de marketing e atendimento a clientes que deixam a desejar. Analisando o serviço prestado por diversos profissionais, listei cinco erros principais que eles cometem:

1. Encarar o serviço como serviço – Como o serviço é algo intangível, comumente os profissionais simplesmente tentam vende-lo sem buscar “transformá-los” em produtos. Do ponto de vista da percepção do cliente, transformar um serviço em um produto ajudará a entender que o primeiro é um bem, ainda que intangível, mas com benefícios claros pela sua contração. Para entender essa relação, basta olhar como as empresas de TV a cabo ou via satélite e de telefonia, fizeram essa transformação. Assim, não compramos simplesmente um serviço, mas sim um pacote com nome próprio, ou seja possui uma identidade.

2. Não esclarecer o que envolve o serviço – Isso é muito comum, o cliente compra o serviço, não sabe o que está comprando, o que tem ou não direito, o que será ou não entregue, o que será cobrado a parte ou não e quando surgem essas questões ou problemas, o prestador simplesmente apela para o contrato, como se tivéssemos tempo para ler tantos. Portanto, temos de ser CLAROS sobre o que estaremos entregando e quais os fatores adicionais que envolvem o serviço a ser prestado.

3. Não dar feedback constante – Esse erro é muito comum, por exemplo, na área de jurídica. Os clientes contratam tais serviços com a expectativa que demorem a serem finalizados, mas nem tanto. Assim quando o processo leva anos e o advogado nunca se dá ao trabalho de dar um feedback ao cliente, ele entende que o prestador não agiu de boa fé. Numa relação comercial onde a confiança é fundamental está criado o impasse para buscar a fidelização do cliente. É por isso que a figura do advogado da família, que apesar de não ter domínio sobre todas as áreas jurídicas necessárias, consegue se destacar entre outros profissionais, pois sempre está lá quando precisamos dele.

4.Não tangibilizar o serviço – O serviço é intangível e o cliente buscará em coisas tangíveis referências para avaliar a sua qualidade dos serviços a serem prestados. Portanto, a estrutura física, o site e a postura do profissional são alguns dos fatores que contribuirão para tangibilizar essa qualidade. No entanto, o que mais vemos é o profissional que descuida dos detalhes que podem “vender” seus serviços por si só.

5. Não saber o que estão vendendo – Grande parte dos profissionais não sabe o que estão vendendo. É preciso compreender o que está por trás de um corte de cabelo, do serviço de arquitetura, de contabilidade e da assessoria empresarial, dentre outros. No caso de serviços de arquitetura, o cliente busca benefícios como beleza, elogios, segurança, harmonia, dentre outros. Por isso, pare de vender um serviço de arquitetura e venda uma casa harmoniosa, pare de vender serviço de contabilidade e venda segurança, pois esses são os caminhos para uma boa venda e satisfação dos nossos clientes.

Costuma-se dizer que “saber” atender clientes bem é uma arte, mas acrescento que “saber” atender bem clientes de serviços profissionais é um talento para poucos.

* Anderson Hernandes é empresário contábil, escritor, palestrante de marketing e especialista em marketing contábil. www.andersonhernandes.com.br

O Marketing Contábil e os profissionais de contabilidade

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

* por Anderson Hernandes

Defendo a idéia de que marketing deveria ser matéria obrigatória em todos os cursos de graduação contábil. É incrível como faz falta aos profissionais a aplicação de conceitos que poderiam contribuir para o sucesso profissional deles e de suas empresas.

Quase todos acreditam que conhecem o suficiente sobre marketing, mesmo sem nunca terem estudado profundamente a respeito, quando na verdade não sabem quase nada. Isso ocorre, provavelmente, porque a disciplina soa algo fácil e simples para muitos, ou talvez, parte dos profissionais de profissão regulamentada, pensam que de tão complexo que são os estudos sobre engenharia, medicina, contabilidade e outras, qualquer outra disciplina humana parece muito mais fácil. Mas não se engane, pois profissionais de marketing estudam tanto quanto os demais de outras disciplinas para manter-se atualizados numa área que muda a todo momento.  Além disso, o marketing se relaciona com diferentes outras atividades organizacionais, exigindo um amplo conhecimento desses profissionais.

Outro fator chave que prejudica os contabilistas de buscarem conhecimentos em outras áreas é o ônus da profissão contábil, manterem-se atualizados com as constantes mudanças na legislação, que consome grande parte do tempo do trabalho deles, prejudicando-os, e muitas vezes impedindo-os,  de dedicarem a aprender sobre outros assuntos importantes.

Por fim, destaco o desinteresse por assuntos fora da área contábil como último grande motivo que impede os contabilistas de aprenderem sobre os fundamentos de marketing. A este respeito, posso garantir que o sucesso profissional está diretamente relacionado com a aplicação de princípios de marketing, especialmente focado em serviços profissionais contábeis.

Quando falo sobre marketing de serviços profissionais tem uma definição bem clara de que não se trata simplesmente do marketing tradicional e sim de marketing com foco em serviços profissionais, o que torna o assunto ainda mais específico e direcionado.

A esse respeito, cabe citar que a bibliografia sobre o assunto é extremamente escassa. Encontramos centenas de livros sobre marketing e quase nada sobre marketing de serviços profissionais, especialmente aplicadas às realidade brasileira. Sobre marketing contábil a bibliografia é quase nula, e de todos os livros que li, considero-os superficiais no assunto.

Portanto, minha recomendação é que o profissional contábil busque por meio de treinamentos, outras bibliografias e bons profissionais de marketing de serviços a orientação necessária para ajudá-lo nesse assunto.

* Anderson Hernandes é empresário contábil, escritor, palestrante de marketing e especialista em marketing contábil. www.andersonhernandes.com.br

Um novo mundo, uma nova contabilidade

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Acompanhar a evolução do mundo nos últimos tempos não tem sido uma tarefa fácil. Smartphones, netbooks, blogs, twitter, audiobook, TV digital. As notícias giram pelo globo com a velocidade da luz, literalmente. Há uma enxurrada de informações que chegam aos nossos ouvidos, aos nossos olhos, nas nossas caixas de entrada.

São torpedos, e-mails, internet com imagem. Mas, como digerir e processar toda essa enorme quantidade de informação? Informação é sinônimo de conhecimento? Ler e tentar assimilar tudo o que nos chega faz com que tenhamos tempo suficiente para nos dedicar àquilo que nos faz crescer e ser feliz? Será que a sensação de cansaço e falta de tempo não é resultado desse bombardeio de informação, fazendo com que nos sintamos confusos e reticentes?

Você pode estar se perguntando o que essa divagação tem a ver com contabilidade, que está no título e é o tema desse artigo. No entanto, essa reflexão fará todo o sentido do mundo quando lembrarmos que a evolução do mundo também chegou à nossa velha e querida contabilidade. Quem poderia imaginar que o método criado pelo Frei Lucca Pacciolo fosse sofrer tamanha transformação desde o século XV, quando foi criado?

Um novo mundo está também surgindo na contabilidade, com a edição, no Brasil, de uma gama enorme de Pronunciamentos Contábeis, elaborados pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), que estão mudando a forma com que as empresas e, portanto, os contadores deverão elaborar suas demonstrações financeiras.

Todos aqueles que se formaram há mais de cinco anos fatalmente terão que renovar seu conhecimento, reestudar a contabilidade, de certo modo apagar aquilo que aprenderam nos cursos de Ciências Contábeis, para, a partir da mesma base conceitual (fez bem quem se aplicou na matéria de Teoria Geral da Contabilidade), reconstruir toda a técnica de escrituração contábil e de elaboração das demonstrações financeiras. São tantas as novidades – e em tão pouco tempo – que é difícil acompanhar todas as normas divulgadas pelo CPC.

Evolução. Essa é a palavra de ordem – também na contabilidade. O que se procura, com essa nova estrutura, é produzir demonstrações que sejam globais. Afinal de contas, estamos alinhando nossas normas com as práticas internacionais adotadas na imensa maioria dos países desenvolvidos. Essa consolidação das normas contábeis acontece a partir das IFRS (International Financial Reporting Standards).

O principal argumento a favor da implantação dessa nova maneira de fazer a contabilidade é o de permitir uma padronização de todas as demonstrações financeiras ao redor do mundo. Com um único padrão de normas, será possível comparar as demonstrações das empresas de um mesmo setor, não importa se elas estão na China, na Rússia, na Alemanha, no Canadá, no Chile ou no Brasil.

Também permitirá a avaliação, por parte dos analistas e dos investidores, de diversos setores econômicos. Será uma evolução e tanto. Tentem imaginar o quanto é complicado comparar o grau de eficiência e de rentabilidade de uma empresa do ramo de varejo com outra, do ramo hospitalar. E, agora, dessas duas com uma indústria metalúrgica. As novas normas de contabilidade vão facilitar o trabalho.

É possível encontrar no mercado alguns profissionais e algumas empresas que parecem não dar a real importância aos pronunciamentos contábeis emanados do CPC. O argumento mais ouvido é de que essas normas somente se aplicam às sociedades anônimas e às grandes empresas, com ativos de R$ 240 milhões ou faturamento de R$ 300 milhões. Trata-se de um argumento inadequado.

É fato que a Lei 11.638/07, também chamada de Nova Lei das SAs, obrigou somente as grandes empresas a observar as regras de convergência aos padrões internacionais de contabilidade. Também é fato que o Comitê de Pronunciamentos Contábeis não tem poder de exigir o cumprimento de normas por ele divulgadas.

Acontece que, até por não ter força normativa, o CPC necessita que os diversos órgã ;os reguladores dos diversos setores econômicos – tão díspares como o mercado financeiro, por meio do Banco Central, o mercado de ações, via Comissão de Valores Mobiliários, o mercado de seguros, pela Superintendência de Seguros Privados, o mercado de telefonia, por meio da Agência Nacional de Telecomunicações, entre outros – aprovem e adotem seus pronunciamentos.

É justamente aqui que nasce a obrigatoriedade de todas as empresas observarem as normas do CPC. O Conselho Federal de Contabilidade, órgão federal que regulamenta a profissão de contabilista, também tem adotado como Norma Brasileira de Contabilidade (NBC) os pronunciamentos contábeis publicados pelo CPC.

Isso exige que todos os profissionais da profissão contábil observem essas regras, sob pena de ter seu registro suspenso ou cancelado. Em resumo, pode até ser que as médias e pequenas empresas não estejam obrigadas, por lei, a cumprir as regras do CPC. No entanto, é inegável que seus contabilistas, no exercício da profissão, estão, sim, obrigados a cumpri-las – o que nos coloca diante, não de um problema, mas de uma oportunidade.

A evolução é inevitável e é para todos. Temos que nos acostumar e, mais do que isso, nos adaptar à nova realidade. Saem-se melhor aqueles que conseguem superar os desafios e tirar proveito das oportunidades. As pequenas e médias empresas brasileiras que adotarem o quanto antes as normas do CPC certamente estarão um passo à frente dos seus concorrentes.

Essa é uma prática de governança corporativa – mais uma novidade no cenário empresarial brasileiro. As pequenas e médias empresas que saírem na frente vão ter melhor avaliação do mercado de crédito e vão atrair mais investidores, ávidos por aplicar seu capital em empresas promissoras e bem administradas. Um novo mundo, uma nova contabilidade.

Enio De Biasi é sócio-diretor da De Biasi Auditores Independentes.

Fonte: Administradores.com.br

Essência, forma e efeitos contábeis

terça-feira, 1 de setembro de 2009

*Prof. Dr. Antônio Lopes de Sá

Entre a legalidade e o tratamento contábil adotado pelo governo após a Lei 11.638/07 existem preocupantes conflitos.

Como hoje, em nosso País, a lei determina que não se deva cumprir a própria lei (por paradoxal que pareça) profissionais preocupados com a ética manifestam-se indecisos.

Isso por que se uma lei regula alguma coisa, mas, o normatizado não a adota, prevalece a desobediência por que a própria lei determina que se cumpra a norma denominada como internacional.

Se, todavia, as empresas e os profissionais não seguirem a lei pertinente, perante cada caso específico, podem ser chamados à responsabilidade por terceiros; ao aplicar, todavia, o que uma lei específica determina estarão a desobedecer à outra lei, ou seja, a que determina seja seguido o normatizado para o mercado internacional (11.638/07); erram, pois, por cumprir e por não cumprir a lei.

Caso relevante a ponderar nesse impasse, especialmente, é o relativo à questão da “prevalência da essência sobre a forma dos fatos”, considerando-se o que se deva entender por tais coisas.

A proposição racional sobre a “essência” é milenar e provém de Sócrates (469–399 a.C.) que a inspirou a Platão (428-347 a.C.), este que ensinou a Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.), criador da primeira teoria a respeito; avigorou tal análise o neoplatonismo de Plotino (205 - 270 da era cristã) que a elevou até ao mundo do inteligível.

Em sentido lógico, da realidade, “essência” é a “qualidade do objeto”, ou seja, a da matéria da qual se procura em “lato sensu” determinar ou atribuir “o que ela é”; no caso contábil, em “stricto sensu” a riqueza patrimonial como matéria essencial é vista sob o aspecto de “substância” apta a render utilidade ao empreendimento.

Visões modernas da intelectualidade sobre o tema, como a de Einstein (1879-1955), inclinaram-se para a mesma concepção que em Contabilidade já estava aceita desde o início do século XIX, ou seja, a de que o essencial é o “porquê da própria coisa”.

Há mais de um século foi assim sempre entendida a questão cientificamente, ou seja, do patrimônio como “essência necessária”, dessa maneira ressaltada por Francesco Villa em 1840 e na primeira metade do século XX dentre outros por Masi em sua doutrina científica patrimonial; isso implica estender tal conceito sobre o que “pode ser” e o que pode “não ser” atribuído, tal como foi fixado na teoria einsteiniana.

O Neopatrimonialismo, todavia, adotando o holismo se situou além das concepções referidas; preferiu comprometer-se com o caráter da essência que Tomás de Aquino (1225-1274) adotou, ou seja, o da abrangência total como visão necessária, essa que envolve também a própria forma, como algo aderente, ampliando-se, mas distinguindo o conceito de “existência”, assumindo como no ‘essencialismo metodológico’ aspectos substanciais como os “funcionais” e “sistemáticos”.

As normas contábeis denominadas internacionais, todavia, adotando a prevalência da essência sobre a forma, já de ha muito consagrada, deixaram de lado a universalidade, imergiram em alternativas, abandonaram critérios científicos e filosóficos, desconheceram formalidades legais e com isso fugiram á realidade.

Em razão do posicionamento empírico referido questões se sugeriram, ou seja, principalmente as relativas ao direito individual de terceiros.

Perante o fato aludido, como ficaria o credor no tangente aos ajustes sobre o poder patrimonial da empresa é uma interrogação não só a considerar, como, também algo a refletir sobre o que na crise que ainda se vive está a representar o efeito da informação ao sabor do normatizado; para citar poucos exemplos, suficientes são os casos Madoff e Bañuelos (comentado no jornal Estado de São Paulo de 17/08/2009), ambos envolvendo bilhões de euros.

Não se pode avaliar ainda até que ponto foi e ainda virá a ser a lesão ao investidor minoritário que tem interesse direto no resultado apresentado pela empresa perante perdas ou mesmo lucros manipulados resultantes de ajustes.

O entendimento de “essência”, quando “subjetivo”, sendo empírico pode motivar maquiagens em informações e quando tem a apoiá-lo alternativas, essas que as normas referidas são pródigas em oferecer, o que ocorre é pioria; tal fato implica ainda, como agravante, a condição ética.

O científico, todavia, por aferrar-se ao “objetivo”, consagra, sim, a “essência” como condição fundamental para a análise dos fenômenos da riqueza, especialmente como a enfoca e aceita o Neopatrimonialismo Contábil; as normas denominadas como internacionais, entretanto, não se manifestam preocupadas com as conceituações científicas, segundo o que se infere da leitura dos mal redigidos textos das mesmas.

O normatizado não acompanha em “lato sensu” os preceitos lógicos aristotélicos, nem os de Aquino, sequer os de Einstein, assim como não segue em “stricto sensu” os clássicos de Villa, Besta, Zappa, Masi e outros expoentes intelectuais da Contabilidade; igualmente muito distante está da moderna doutrina Neopatrimonialista.

Importante é considerar logicamente que fenecendo o conceito de “essência”, asfixiado pelo empirismo, falece o antecedente, logo, morre o consequente como sentido na proposição de “prevalência” sobre a forma e tudo se desorganiza do ponto de vista racional.

O grave erro da normatização internacional, pois, não está em adotar a prevalência da essência sobre a forma, mas, sim, como mal trata a questão, desobedecendo aos princípios lógicos que sustentam a realidade objetiva, única capaz de apresentar a verdade e garantir a qualidade informativa em Contabilidade.

*Autor: Antônio Lopes de Sá

www.lopesdesa.com.br

Contato: lopessa.bhz@terra.com.br

Doutor em Letras, honoris causa, pela Samuel Benjamin Thomas University, de Londres, Inglaterra, 1999 Doutor em Ciências Contábeis pela Faculdade Nacional de Ciências Econômicas da Universidade do Brasil, Rio de Janeiro, 1964. Administrador, Contador e Economista, Consultor, Professor, Cientista e Escritor. Vice Presidente da Academia Nacional de Economia, Prêmio Internacional de Literatura Cientifica, autor de 176 livros e mais de 13.000 artigos editados internacionalmente.

Contabilidade, gestão e empresa sustentável

terça-feira, 1 de setembro de 2009

As empresas de qualquer tamanho, comumente iniciam seu processo através de um planejamento empresarial, havendo dentro desse planejamento diversas variáveis que possam ajudar na decisão de estabelecer um empreendimento lucrativo, estudo esse que denota tempo, observação mercadológica, pesquisa, viabilidade economica, gestão empresarial, sustentabilidade e a imprevisibilidade.

A Contabilidade seja, exercida por profissional autonomo ou através de empresa, ou mesmo por empregado, deve obviamente seguir a mesma sincronia racional de um processo de decisão empresarial, ou seja, conhecer seus valores individuais, o ser profissional, verificar sua FORMAÇÃO EDUCACIONAL, sua capacitação, qualificação, observar seus clientes, suas teses levantadas, artigos escritos, ou livros publicados, se leciona em alguma Faculdade ou Universidade, acompanhar a sua vida profissional seja laborando na atividade, seja fora desse ambiente.

Não posso acreditar na decisão empresarial de contratação baseada simplesmente na existência de um sistema operacional, na indicação social, na avaliação de clientes, ou mesmo em informações empresariais, mas sim nessasomatória acrescida de uma  avaliação personalizada dos valores intrinsecos e extrinsecos que devem envolver essa decisão, para que possa somar junto aos recursos existentes na empresa, ficando passível de avaliação périodica.

Sugiro que a empresa possa avaliar seu profissional contratado e que possa observar as melhorias que resultaram dessa contratação, possibilitando ao profissional se inserir mais positivamente na gestão empresarial e que agregue valor ao empreendimento com suas sugestões positivas.

Hoje a Contabilidade está alinhada com a gestão empresarial, tendo em vista as mudanças legais trabalhistas, tributárias, comerciais, tecnologicas, e demais fatos similares que ratificam a sua posição na empresa, se a mesma deseja obter a sua sustentabilidade e principalmente a sua continuidade.

Dainte do quadro atual é bastante preocupante a empresa que não conseguiu visualizar através de um  simples  Diagnóstico Empresarial a sua posição no mercado, e diante desse fato ainda não estabeleceu um Planejamento Empresarial que possa inserir uma positividade a seu empreendimento.

Geralmente a empresa acredita que o fato de possuir um produto comercializável que mantém a empresa até hoje poderá suportá-la por muito tempo, ledo engano, a Concorrência e os Avanços Tecnológicos já nos deram a acertiva que essa sustentação é ilusória e poderá por abaixo essa sua razão de ainda ser.

A inexistência eficaz de Controle Interno que transmita um certo grau elevado de  TRANSPARÊNCIA poderá vitimar sua singela visão de empresa próspera e mais poderá  expor a sua fragilidade maior através da ausência de Capital de Giro, que financiado ou não ainda mantém sua bandeira respirando.

Sabemos que o imediatismo do clamor de qualquer gestão empresarial é o financeiro, daí existir todos as alternativas licitas e ilicitas, probas ou não, utilizada por diversos gestores para manter a atividade operacional da empresa, já que nem sempre o Planejamento Estratégico se positiva no tempo previsto, mas devem manter o minimo possível para sustentar a oxigenação necessária.

As ações e fatos derivados da gestão empresarial estão sempre mensuradas e registrados em seus anais, respaldadas pela Contabilidade, pois hoje, as veracidades dos fatos deixam sequelas que podem se transformar em provas jurídicas e a máquina fiscalizadora de qualque estância poderá a qualquer tempo alcança-las, pois tem os feitos da gestão empresarial indubitavelmente acompanhados.

Nessa seara tem sempre os vivaldinos, químicos, espertos que pensam que está há anos luz da fiscalização, acreditam que jamais serão descobertos, tamanha as perfeições de seus feitos ilicitos, mas se esquecem que num axioma matemático os resultados são avaliados pelo todo, sempre identificando a clareza e pudicidade dos fatos, daí existir o princípio da exatidão matemática, sempre, esquecido pelos incautos, inocentes e despreparados.

Quando ressalto a importancia da empresa em contratar profissionais que possam legalmente assessorar a empresa através de ações licitas e probas, técnicas e eivadas de conhecimentos de obediencias aos princípios legais, é porque não consigo antever alternativa para a empresa manter o seu continuismo e sustentabilidade, respaldada na seletividade de um profissional contratado.

É fato que as empresas devem manter profissional que possam agregar valor a sua atividade operacional, e que para tal é fundamental a busca de sua melhor performance profissional que possa embasar suas ações, pois o gerenciamento de RISCO é plenamente usual dentro da empresa, e isso pode caracterizar a existencia ou não da empresa, podendo ainda expor a ações vexatórias seus sócios, acionistas, gestores, diretores e demais que tenha uma simbiose vital com a legtimidade dos fatos emanados da empresa mesmo que recebam investimento para sua sustentabilidade.

Desnecessário informar a existência de princípios legais que identificam a imputabilidade ou não dos delitos advindo da gestão empresarial, acrescido de sua proporcionalidade penal de conformidade com aos atos lesivos praticados por seus autores, na busca insana da prática do dolo, pois o erro técnico no ambiente empresarial é no minimo impraticável.

Em face ao titulo do presente artigo, é aconselhável que os demonstrativos contábeis e financeiros sejam avaliados periodicamente e analisados diante do plaejamento empresarial e se proceda às melhorias que possam alinhar a gestão na busca de águas mais brandas.

ELENITO ELIAS DA COSTA

Contador, Auditor, Analista Econômico Financeiro, assessor e consultor empresarial, Instrutor de Cursos do SEBRAE/CDL/CRC, Professor Universitário, Professor Universitário Avaliador do MEC/INEP do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, sócio da empresa, Irmãos Empreendimentos Contábeis S/C Ltda, consultor do Portal da Classe Contábil, Revista Contábil Netlegis, articulista da Interfisco, autor de artigos publicados no Instituto de Contabilidade do Brasil, CRCBA, CRCPR, CRCMS, CRCRO, IBRACON (Boletim No. 320), CTOC-Portugal, autor de livros publicados.

Padrão Contábil Internacional, um Santo Remédio

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Marcelo Henrique da Silva – Setembro/2009

Ao sistematizar a Teoria Tridimensional do Direito o imortal jusfilósofo Miguel Reale inferiu que o Direito não se contempla como um esquema puramente lógico, uma vez que a Ciência Jurídica deve ser considerada em termos “de uma realidade cultural”, onde a “norma jurídica é tomada como resultado da tensão entre fato e valor”.

Ou seja, para o devido entendimento da norma jurídica é necessário estudá-la numa relação de unidade e de integração entre fatos e valores.

Temos, então, que entre a norma e o fato surge o “valor”, como intermediário, como mediador do conflito, elemento de composição da realidade em suas dimensões fundamentais.

Nada mais contrário ao pensamento de Miguel Reale que o “padrão” internacional de contabilidade, onde seu reducionismo não correlaciona os elementos fato, valor e norma, o que torna o “padrão” infrutífero e improdutivo para a explicação do fenômeno patrimonial na sua completude.

A bem ver a culturologia pelo que é “internacional” e “padronizado” impressiona, ainda mais quando esse “padrão” acarrete a desnecessidade da aplicação do “valor cultural” às normas jurídicas; todas as respostas, todas as soluções, tudo pronto, standard.

O formalismo lógico do “padrão” internacional de contabilidade se fecha em si próprio, o que se caracteriza por ser reducionista ou unilinear.

Não há direito sem interpretação. Não há norma jurídica sem que haja interpretação.

Ressalta Miguel Reale que ao procurar compreender a norma jurídica, ou seja, querer determinar o alcance da prescritividade valorativa inerente à fórmula legal objetivada, o intérprete refaz, de certa forma, o caminho do legislador: vai da norma ao fato, mas tendo presentes os fatos e “valores” que condicionaram o aparecimento desta, bem como fatos e “valores” supervenientes.

É necessário perceber que na aplicação do “padrão” internacional de contabilidade, da lei 11.638, não se busca “compreender” a “norma jurídica”, pois o “padrão” é a solução para tudo, para todos os problemas. Solução pronta e acabada.

Vejamos alguns exemplos: problema gerado pela globalização, o padrão internacional de contabilidade resolve; problema da velocidade de informações financeiras, problema de padronização, problema do sistema financeiro, problema de comunicação e informação econômicas, problema de investimento financeiro, problema do mercado de capitais, o padrão internacional de contabilidade resolve; problema de comparabilidade e compatibilidade, problema de patrimônio, problema de valor justo ou do justo valor, o padrão internacional de contabilidade resolve; problemas da Enron, da WorldCom, da Xerox, da Bristol-Myers Squibb, da Merk, da Tyco, da ImClone Systems, da Parmalat, o padrão internacional de contabilidade resolve; etc.

No campo contábil, então, é fértil a atuação do padrão internacional de contabilidade, resolvendo todos os problemas estruturais possíveis. Assim, para o problema de falta de credibilidade profissional, o padrão internacional de contabilidade resolve; problema de falta de reconhecimento profissional, problema de representatividade profissional, problema da forma, da essência e do leasing, o padrão internacional de contabilidade resolve; os escândalos e manobras contábeis, o problema dos recursos não contabilizados (caixa dois ou atos secretos), o problema da pouca influência do contador, o problema da educação contábil, os problemas da qualificação dos docentes, do material didático, do interesse pela matéria dos alunos, o padrão internacional de contabilidade resolve; do problema do “ensino do fazer” ao “ensino do saber”, os problemas dos honorários, o problema do excesso de obrigações acessórias, problemas de valorização do profissional, problemas dos comandos tributários, problemas da contabilidade contábil, problemas da contabilidade prescrita no Código Civil, o padrão internacional de contabilidade resolve; etc.

Outras questões (profissionais-financeiras) sofrem diretamente a repercussão do padrão internacional de contabilidade, tais como (se é que estes problemas existem mesmo!): problemas de faturamento nas auditorias, o padrão internacional de contabilidade resolve; problemas de faturamento nas consultorias chapa-branca, problemas de faturamento nas empresas de cursos, problemas de faturamento nas editoras de manuais de contabilidade, o padrão internacional de contabilidade resolve; etc.

Chego à conclusão que esse padrão internacional de contabilidade, da lei 11.638, possui propriedades milagrosas, um Elixir, com poderes transformadores. Solução pra todos os problemas!

Mas não qualquer Elixir, é necessário que seja potente, especial, afinal os problemas são amplos, complexos, transnacionais…

Como bem descreve Rubem Alves, não poderia ser o Elixir Dória, pois só resolve problemas de quem comeu demais; ou o Elixir Paregórico, apenas contra cólicas; ou ainda, o Elixir de Inhame Goulart, para depuração do sangue e indicado (apenas) para tratamento de furúnculos, espinhas e erupções cutâneas em geral.

É necessário um “santo remédio”. Sim, o Elixir de Nogueira, com o retrato do doutor Nogueira, bigodes retorcidos, impresso no rótulo. Na bula dizia que era “eficaz no tratamento de escrófulas, darthros, boubas, inflamações do útero, corrimento no ouvido, gonorrhéas, fístulas, espinhas, cancros venéreos, rachismo, flores brancas, úlceras, tumores, sarnas, rheumatismo em geral, manchas da pelle, affecções do fígado, dores no peito, tumores nos ossos e latejamento nas artérias”. Solução pra todos os problemas!

Elixir miraculoso, nos moldes do padrão internacional de contabilidade, da lei 11.638. Ambos, padrão contábil internacional e Elixir Nogueira, um santo remédio!

Bem, depois disso, só mesmo um Biotônico Fontoura, que dá vida e fortalece.

Marcelo Henrique da Silva, é contador em Londrina.