Arquivo de dezembro de 2008

Rede de Relacionamento

domingo, 28 de dezembro de 2008

Introdução

A rede de relacionamento é vital na vida profissional de qualquer pessoa, mas, sobretudo na vida daquele que quer ter uma boa clientela e formar esta clientela  ano a ano; como também é necessário ter uma rede de relacionamento para suas necessidades pessoais e profissionais, e manter amizade com pessoas de seu nível social.

É, portanto necessário saber ter e manter esta rede de relacionamento, pois é preciso ter equilíbrio nos relacionamentos sociais.

Deve-se saber dosar bem a amizade com as pessoas, e principalmente quando se trata de grupo de pessoas de determinada classe social, ou profissional.

Há uma necessidade muito grande por parte do profissional liberal de manter-se informado com a sua profissão, e então a rede de relacionamento poderá auxiliar muito o profissional.

Mas não é somente colher informações, mas manter uma boa amizade por prazer na mais pura amizade, e como conseqüência virá os frutos daquela amizade, mas jamais se deve ter uma amizade por interesse pessoal ou profissional.

Há alguns aspectos a serem tratados na rede de relacionamento: são elas amizade pura, amizade por interesse, e a amizade profissional.

Toda amizade tende a contribuir em alguma coisa na vida das pessoas, seja na vida pessoal ou na vida profissional.

Sabemos que ter amigos sempre foi bom, e continuará sendo, pois quem não precisa de um amigo para suas confidências pessoais, e segundo a psicologia um amigo sempre fez bem a qualquer pessoal.

Para o profissional liberal a amizade pode fazer parte da rede de relacionamento, e ser útil nas informações profissionais.

 

 

 

Desenvolvimento

 

 

A rede de relacionamento está atrelada à amizade das pessoas, e ao relacionamento pessoal do profissional, e que em decorrência surge necessidades a serem supridas por amigos. No caso da rede de relacionamento é com ela que vamos contar para suprir as necessidades profissionais.

O profissional precisa se relacionar com as pessoas, e de fazer amigos em todos os setores da sociedade, e bom é quando se tem um amigo nos órgãos públicos e na sociedade de modo geral. Porque quando se precisa de uma informação necessária as atividades profissionais, e se obtém através de um amigo, com certeza a rapidez da informação virá com maior velocidade, suprindo assim a informação de que se precisa.

Assim sendo há três tipos de amizades que podemos ter na rede de relacionamento, e que podemos obter algum proveito como conseqüência.

 

 

1) Amizade pura

 

É o tipo de amizade que é feita por prazer, e de maneira não planejada. Poderá vir através desta amizade algum resultado profissional ou não; mas não importa se vier ou não resultado desta amizade, porque o que importa é a pessoa em si.

É uma amizade que está vinculada ao coração do amigo ou da amiga, e que um se dá ao outro por puro prazer na mais simples das amizades.

Este tipo de amizade quando surge algo profissional é surpreendente, pois tudo que suscita nesta amizade está atrelado ao respeito mútuo, e vontade própria de cada um dos envolvidos na amizade, e é por isso que é uma amizade pura.

 

2) Amizade por interesse

 

Este tipo de amizade é sempre planejada, pois está atrelada em alguma coisa que já foi planejada antecipadamente, mas apesar disso deve ser analisada e vista com bastante cuidado. É necessário ter muito cuidado com esta amizade para não aduzir prejuízos ao relacionamento das pessoas.

Mas também poderá com o decorrer do tempo surgir uma amizade simples, e diferente da que foi iniciada com base em algum tipo de interesse pessoal.

Assim sendo é o tipo de amizade que precisa ser vigiada com atenção.

Mas mesmo assim precisamos manter esta amizade com sabedoria, pois assim se poderá obter alguma informação necessária.

 

3) Amizade profissional

 

É aquela amizade que se forma devido à vida profissional, e a este relacionamento, então o envolvimento geralmente é vinculado à profissão.

Poderá com tempo se tornar em uma amizade mais intima, isso depende do avanço no estreitamento da amizade. Mas de qualquer forma é uma amizade importante no relacionamento profissional, embora não esteja longe de uma amizade pura.

 

Para rede de relacionamento devemos contar com todas as amizades de que dispomos no momento, mas, sobretudo as que são de natureza profissional, pois delas virão às informações das quais precisamos para suprir as necessidades de informações profissionais.

Mas há também as amizades que indiretamente influenciam na amizade profissional como, por exemplo; você conhece a sogra de seu amigo e que a mesma tem um parente que é secretário municipal, ou um sobrinho que é diretor de um determinado órgão publico; então vejamos que uma amizade sem influência alguma na rede de relacionamento, mas que trouxe para você outros que irão contribuir com a rede de relacionamento.

Então sejamos coerentes que nenhuma amizade poderá ser descartada, pois poderá ser útil na rede de relacionamento.

Portanto ter amigos é sempre bom para qualquer pessoa, porque em decorrência da amizade pode vir coisas úteis e boas, mas é preciso saber dosar as amizades com toda sabedoria necessária para saber viver em sociedade.

Por isso continuemos a fazer amigos em todos os lugares por onde passamos, porque a marca pessoal de cada um, com certeza ficará nos amigos, e virá a repercussão daquilo que somos e fazemos na sociedade.

 

Considerações finais

 

 

A rede de relacionamento é bastante útil na vida profissional, e é por isso que devemos manter e fazer amigos em todos os lugares e setores da sociedade; as amizades podem nos fornecer boas informações, e úteis à profissão.

Precisamos de amizade para formar a rede de relacionamento, mas temos que ter equilíbrio nestas amizade, de forma que não podemos procurar amizades aleatoriamente, mas selecionarmos as amizades de acordo com as nossas necessidades pessoais e profissionais.

Todas as amizades desde que selecionada é útil para nós, mas, sobretudo as de natureza profissional, isto é aquela amizade que está dentro do circulo profissional.

Mas é necessário ter contato com os amigos que pode ser por e-mail ou por telefone, deve-se manter contato para suprir a amizade e continuar mantendo-a. Envie mensagem para o grupo de amigos, para lhes informar que não se esqueceu de sua amizade; pois na hora em que precisar de uma informação o amigo não irá entender que você só liga por interesse profissional, mas que quer ser seu amigo.

Há amizades por interesse, amizade pura e amizade profissional, devemos manter a amizade nos três níveis, pois é através delas que formamos nossa rede de relacionamento, porém a amizade profissional é que deverá ter maior ênfase no aspecto profissional, tendo em vista as necessidades da vida profissional.

Não devemos sair por aí escolhendo pessoas para ser amigos, mas à medida que a amizade surge devemos analisar qual é o tipo de amizade que se enquadra no nosso contexto profissional; então se deve manter a amizade, mas separando para nós individualmente que tipo de amizade vem a ser para nós.

Manter e ter amizade são muito importantes para todos, e principalmente para os profissionais liberais, porém a amizade deve ser cuidada e alimentada com o relacionamento pessoal.

Portanto fazer amigos é a parte importante da sociedade, e que influenciam na vida dos profissionais liberais, mas dentro da sociedade fazemos vários amigos, que temos que formar uma rede de relacionamento útil a nossa vida profissional; trata-se de uma seleção de amizade para proveito profissional, de forma simples e que sejam amigos separados individualmente para fazer parte da nossa rede de relacionamento.

Podemos ter amigos dentro da própria clientela ou fazer amigos em diversos lugares como, por exemplo, no clube, na igreja, na vizinhança e também no meio familiar.

Mas todo profissional liberal deve ter como regra de fazer amigos em todos os lugares, e nos diversos setores da sociedade, pois não sabemos o momento em que iremos precisar de um amigo, e de sua utilidade na rede de relacionamento profissional.

Planejamento tributário reduz custo com impostos legalmente

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

(Gazeta Mercantil/Relatorio - Pág. 4)(Natália Flach)

 Manter as portas abertas enquanto o País atravessa um período desfavorável com altas taxas de juros, pesada carga tributária e oscilações financeiras é um grande desafio para qualquer empresa. É nesse instante que a contabilidade - que também é uma ferramenta de gestão - se torna uma fiel aliada. É ela a responsável pelo agrupamento das informações do dia-a-dia da companhia, como contas a pagar ou a receber, além dos movimentos financeiros e econômicos que têm impactos no patrimônio.

Dentre as atividades rotineiras da contabilidade, o planejamento tributário é a que recebe maior atenção. É ele que permite reduzir o ônus tributário a partir de cálculos baseados em projeções de resultados. Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), explica que as empresas precisam levar em conta todas as contribuições, entre elas o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para definir qual regime tributário deve escolher. “O que determina a escolha é quanto se vai pagar”, diz.

Segundo dados do IBPT, estima-se que até o dia 31 de dezembro deste ano a arrecadação de tributos chegue a R$1,06 trilhão. “O Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo”, afirma o presidente do Instituto. Em 2007, o montante bateu novo recorde ao atingir 35,31% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com dados da Receita Federal.

“Mas não é como uma receita de bolo. Devem ser respeitadas as características das empresas; cada caso é um caso”, pondera Amaral. O Brasil possui três formas de regime tributário, que são escolhidas ou no momento em que se abre uma empresa ou no início de cada ano. Um deles é o Simples, que estabelece normas relativas ao tratamento tributário diferenciado e favorecido para as micro e pequenas empresas. São consideradas microempresas as companhias que arrecadam algo em torno de R$ 240 mil por ano, já as pequenas empresas faturam de R$ 240 mil a R$ 2,4 milhões. Para se inscrever neste regime, outro pré-requisito é que os empresários só podem deter o controle de no máximo 10% de outras companhias.

O diferencial do Super Simples, instituído por Lei Complementar 123/2006, em 1 de julho de 2007, é a aglutinação de oito impostos: Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPJ), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), Cofins, PIS, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre Serviços (ISS), em um só tributo, incluindo obrigações acessórias.

Já no caso do Lucro Presumido - outro regime -, a receita bruta da companhia vai de R$ 48 mil a R$ 4 milhões. O regime pode ser preferível ao Simples, mesmo quando a empresa cumprir os pré-requisitos do simplificado, se o empreendimento não contar com muitos funcionários e tiver crédito de ICMS. Já o Lucro Real, outro regime, pressupõe uma receita bruta superior a R$ 48 milhões ou a R$ 4 milhões, multiplicado pelo número de meses de atividade do ano anterior.

Contabilidade

Apesar de todo o empenho de Antônia Joyce Venâncio e de suas irmãs Lúcia e Cristina durante dois anos e meio em atrair clientes, o empreendimento familiar Café Expresso não teve sucesso. “Não vendíamos; as pessoas do bairro achavam o local requintado demais”, diz Antônia. “Esse erro nos custou muito caro, gastamos todas as nossas economias.” Foi então que elas procuraram um contador que questionou a forma como tinha sido feito o planejamento. “Antes de fechar as portas, tínhamos um contador, mas não acreditávamos nele.”

Anos depois, as irmãs resolveram abrir uma loja de bonecas negras, a Preta Pretinha, que tem crescido bastante. “Agora, tudo passa pela contadora”, conta Lúcia. “Quem não quer se aventurar, procura desde o início um contador”, afirma Luiz Enory Spinelli, vice-presidente de fiscalização do Conselho Federal de Contabilidade.

Levantamento

É por isso que Cláudio Vallin recomenda levantar todas as informações possíveis sobre clientes, produtos e oportunidades de negócios antes de abrir a empresa. “É extremamente importante desenvolver o plano de negócios, para evitar sustos mais tarde.” Nesse quesito, a carga tributária tem grande peso. “O planejamento tributário é feito mais facilmente em grandes e médias empresas. Mesmo assim, ele é imprescindível.”

Só com os balanços financeiros em mãos é que os empresários conseguem obter crédito. “O agente financeiro faz análise da situação da empresa a partir dos dados atualizados”, afirma Nelson Jinzemji, vice-presidente técnico do CFC. O problema é que muitos executivos não conferem o balanço contábil, segundo Maurício Fernando Cunha Smijtink, presidente da Rede Nacional de Contabilidade. “Eles vêem a contabilidade como um instrumento para o fisco, e não para o bom funcionamento da empresa”, avalia. Smijtink acrescenta que essa ferramenta de gestão pode ser um aliado ou um inimigo. “Se houver erros nos cálculos, a empresa pagará caro.”

Para ajudar os empreendedores, principalmente de micro e pequenas empresas, o Sebrae e o CFC montaram um programa chamado “Contabilizando Sucesso”, que tem como objetivo evitar o fechamento de companhias. “A mortalidade já diminuiu; os contadores atuam como consultores”, explica Jinzemji. “É uma falácia achar que essas empresas não precisam de contabilidade”, acredita.

Nova realidade para empresas brasileiras

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Autor: Eduardo Reale

A Nova Lei das S.A. trouxe várias novidades às empresas brasileiras, entre elas, inserir o Brasil no plano de convergência aos International Financial Reporting Standards (IFRS). Alterar os padrões estabelecidos do GAAP parece um obstáculo intransponível aos administradores brasileiros, pois muda substancialmente as rotinas contábeis, sem falar na alteração da gestão financeira e na forma de apresentar os resultados nos balanços patrimoniais. Apesar da mudança profunda, é consenso que a análise da performance financeira e contábil das corporações será mais transparente, melhorando a forma de os gestores observarem o desempenho da empresa.

Os balanços terão um padrão internacional. Serão iguais aos de empresas americanas e européias. A partir de 2010, e de acordo com o que estabelece a CVM, todas as companhias de capital aberto do País terão de se adequar ao modelo dos IFRS. Ao registrar as informações financeiras em padrões internacionais, haverá uma maior compreensão dos resultados, dando um acesso mais dinâmico a investidores e analistas. Se por um lado a alteração universalizará os procedimentos contábeis, estima-se, por outro, que grande parte das empresas operem legitimadas em seus manuais contábeis com todas as atuais práticas que a legislação preconiza. Este é um ponto fundamental para a migração aos novos padrões. Se a empresa não está em dia com os procedimentos contábeis atuais, terá dificuldade de se adequar à nova realidade.Um dos grandes efeitos da nova norma se dará na execução dos Relatórios de Administração e demais informações divulgadas pelas empresas, possibilitando uma maior comparação entre corporações, e tornando-as mais competitivas no mercado global. A transparência e a compreensão geram maior credibilidade e tranqüilidade em relação às empresas brasileiras. As empresas nacionais têm o desafio de entender e se adequar aos principais pontos que modificam, significativamente, os registros e demonstrações contábeis/financeiras. Este ambiente traz uma nova realidade à gestão financeira, pois as regras locais são substituídas por conceitos globais.

As mudanças trazem também maior preocupação na seara penal. A lei exige que os balanços denotem transparência. A prevenção criminal é, mais do que nunca, imprescindível. São inúmeros os riscos de que uma interpretação divergente da realidade sobre um bem seja vista como fraude a ensejar crimes previstos no Código Penal. Um exemplo é o crime previsto no artigo 177, inciso VI, que diz respeito ao próprio acionista que acaba prejudicado pelo administrador que distribui dividendos inexistentes quando não há balanço, quando o balanço é fictício ou se, embora real, tenha conduzido a um dividendo fictício.

A preocupação com as informações contábeis deve ser redobrada por empresas que tenham ações negociadas em bolsa nos Estados Unidos, pois estão sujeitas também às pesadas penas impostas pelo Sarbanes-Oxley Act.

É importante notar, reitero, que não há alteração fiscal ou tributária, mas societária, com o dever de informar o mercado corretamente para ciência dos interlocutores, fornecedores e investidores. Outro crime prescrito no Código Penal, artigo 177, inciso I e parágrafo1º, determina exatamente a imprescindibilidade da informação correta ao mercado. Uma avaliação divergente pode gerar a necessidade de análise perante órgãos como o Ministério Público e a CVM. Por isso é imperativo que um bom administrador, a fim de evitar a seara criminal, certifique-se da validade e atualidade dos dados contábeis e informe, corretamente, quer o mercado, quer o acionista. Esta iniciativa terá muito mais sucesso se for lastreada em uma análise sob a ótica da prevenção a fim de evitar a repressão e explicações na justiça.

O olhar dos Conselhos de Gestores não pode focar apenas as questões relacionadas com processos contábeis. O corpo jurídico deve promover ações preventivas adequadas à área de atuação da empresa. Os estudos preventivos penais não visam a vasculhar registros ou admitir desvios de conduta, mas a preparar a empresa para um posicionamento claro e transparente, atualizando-a em relação aos padrões da gestão corporativa internacional.

 

Fonte: DCI